terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mesmo que de leve,

ainda sinto o toque da sua pele no meu ombro.

08/12/1985

Quando acordei hoje de manhã, já sabia que roupa ia colocar. Sim, sempre planejo no dia anterior o figurino do dia seguinte, para economizar tempo de manhã cedo. Tinha pensado em colocar meu vestido preto, aquele de sempre. Acontece que, quando eu fui pegá-lo do armário, não estava lá. Então, coloquei minha camiseta verde do Beatles (que eu ganhei de umas pessoinhas que foram muito importantes na minha vida), mais por preguiça mesmo de procurar o tal vestido. A camiseta, escolhida hoje única e simplesmente porque eu adoro, traz a capa do Abbey Road estilizada, brincando com a morte do Paul McCartney.

Juro que não me dei conta do dia. Foi pura coincidência.

Há exatos 29 anos, morria (de verdade) John Lennon. Assassinado por um fã. UM FÃ! Mark David Chapman é o nome dele. Ele teve a oportunidade de conhecer John, conseguir um autógrafo e conversar com o mito. Em vez de agradecer a sorte, preferiu utilizar um revólver calibre 38 para tirar a vida do cantor. Ele conseguiu matar alguém que pregava "give peace a chance" e "imagine all the people living life in peace".

Não consigo e não quero entender o que passava pela cabeça desse monstro, assassino, demente, louco-de-pedra, pseudo-fã. Por mim, ele que apodreça na cadeia.

Bem lembrado, Leo: ele só está ainda preso pela própria segurança, já que corre risco de vida aqui fora. Apesar de condenado à prisão perpétua, depois de 20 anos o criminoso pode pedir liberdade condicional. É um absurdo.

Espero que o mundo acorde pra vida e veja que os nossos conceitos estão extremamente errados.



E, meninos, aprendam com o mestre como se trata uma mulher:

sábado, 5 de dezembro de 2009

Mais tempo

Como faço para colocar todos os meus compromissos em apenas 24 horas?
Preciso de um dia maior, ou eight days a week.
Seria pedir demais?

Meus momentos de microtédio estão cada vez mais raros.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Para alguém

Você estava ali, sorrindo. A mão, acima de sua cabeça, balançava ao ritmo da música. A outra batia levemente na perna. Sua camiseta, por causa dos movimentos, caía inocente, deixando o ombro esquerdo à mostra. O suor escorria pelo seu rosto e você nem se importava. A gota descia devagar, leve, como se estivesse te fazendo um carinho. Os olhos fechados a separavam do mundo externo. Seu corpo se mexia naturalmente, acostumado à dança. Imaginei que, se te tirasse para dançar, você riria de mim. Me acharia um idiota, querendo impressionar. E me diria que eu deveria fazer algumas aulas antes. Não, você não seria capaz de tal grosseria. Sua delicadeza transparecia sob a música alta. Seu colo desnudo me atraía para perto, levando meus pensamentos para longe.

Se eu não fosse gay, me apaixonaria por você neste instante.

domingo, 29 de novembro de 2009

Top 5 - Shows que eu vi (Postagem Temática) - nº1

Bom, chegou a hora de revelar o primeiro lugar, que não é segredo nenhum pra quem me conhece.

1°) Rolling Stones no Monumental de Nuñes



Vinte horas de viagem, bagunça no ônibus, muitos sonhos na bagagem. Esse era o clima. Amigos novos, expectativa, país desconhecido. Calor infernal (que eu adoro!), monumentos limpos, comida barata.

No dia show, fila, fila e mais fila. Nunca vi tanta gente junta. "La remera, la remera, la remera" é o som que mais me lembro, conjugado com "duas quadras para frente e duas para a direita", que era o que os policiais nos diziam quando perguntávamos pelo fim da fila. Ou era o que nós, um bando de brasileiros desavisados, sem entender uma palavra de espanhol, compreendíamos.

"Vamos los Stones, Vamos los Stones", a massa gritava, ensandecida com a possibilidade de ver, ao vivo, a maior banda de rock em atividade.

Ouvimos os primeiros acordes de Jumpin' Jack Flash, a música de abertura. Sim, estávamos do lado de fora do estádio do River Plate, perdendo o show de nossas vidas. Tudo o que eu conseguia pensar era "eu não passei 20 horas dentro de um ônibus para ficar do lado de fora do show". Para a minha surpresa, os policiais não foram para cima do público (como seria de se esperar aqui no Brasil). Eles apenas se posicionaram, montados em cavalos, ao longo da fila, para evitar que houvesse correria e a fila mal organizada se desfizesse. As catracas foram abertas e as pessoas começaram a entrar, apenas segurando o ingresso para o alto. O meu continua intacto, como eu comprei, apenas com uma dobra no meio.

It's Only Rock'n'roll (But I Like It) foi a segunda música do show, que eu vi chorando. Chorei por ter conseguido entrar. Por não ter me machucado na confusão (exceto por um pequeno corte na mão direita). Por ter tido a oportunidade. Por estar assistindo aos Rolling Stones.

 A partir daí, as memórias se misturam e saem da ordem. Lembro de Miss You com o palco sendo deslocado, chegando até muito perto de onde estávamos. Lembro de (I can't get no) Satisfaction, com o estádio vindo abaixo. Lembro de Wilde Horses, emocionando a todos. Lembro do Keith Richards humilhando na guitarra. Lembro do Mick Jagger correndo pelo palco inteiro, sem parar. Senti inveja da sua preparação física.  Lembro do mesmo Mick Jagger conversando em espanhol com a platéia, com a camiseta da argentina. Disse que sentia saudade do país e perguntou quem seria campeão da copa do mundo. Como minoria que éramos, e inteligentes também, respondemos bem alto "Argentina!", com o espanhol mais perfeito que conseguíamos. Afinal, ninguém ali queria apanhar...  

Apesar de duas horas de show, faltaram clássicos como Like a Rolling Stone (do genial Bob Dylan), Angie e Love is Strong.
Mesmo assim, o show foi impressionante, do começo ao fim, tanto pelo espetáculo como pela qualidade do som.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Top 5 - Shows que eu vi (Postagem Temática) - nº2

2°) Rita Lee no Teatro do Bourbon Country





Primeiramente, quero relembrar que o terceiro e o segundo lugar estão empatados.

Escolhi a Rita como segundo colocada apenas pelo espetáculo.
Ela pula, grita, canta, ri, conversa, faz piada, beija o guitarrista Roberto de Carvalho. Elogia o filho, lamenta-se de estar perdendo a novela ("are baba!" eram as palavras mais ouvidas no palco, frequentemente associadas a "se você não ficasse arrastando o Sari pelo mercado..."). Troca de roupa, enrola uma cobra de pelúcia no pescoço e desfia Erva Venenosa. Agita o público com os antigos hits e ensina a eles as músicas novas. Tão era o nome da que mais gostei.

Mas a que mais gostei mesmo, a que eu mais queria ouvir era Saúde. Por isso, postei o vídeo, apesar da péssima qualidade. Essa música refletia meu espírito naquele momento. Leve, solto, de quem vai cuidar mais de si mesma, e menos dos outros.

Rita é diva, consegue se reinventar a cada show. Já assisti a alguns, e nenhum é igual ao outro.
Ela é muito melhor que muita menininha que a gente vê por aí.
E ainda por cima é colorada!
P-E-R-F-E-I-T-A!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Top 5 - Shows que eu vi (Postagem Temática) - nº3

3º) Chico Buarque no Teatro do Sesi
 


Primeiramente, quero dizer que o terceiro e o segundo lugar estão empatados. São dois shows completamente diferentes, ambos muito bem adaptados ao que se propõem. O critério aqui adotado não foi só a qualidade da música, mas principalmente o espetáculo em si.

Preferi classificar o Chico em terceiro pela sua (fraca) presença de palco. Apesar de todo o talento, ele é tímido, não conversa com o público. Ok, é seu estilo. A animação fica mais pela sintonia entre melodia e música, pelo casamento perfeito dos sons.

A turnê do cd Carioca passou por Porto Alegre com três espetáculos. Assisti ao primeiro deles, dia 30 de março de 2007. Não foi barato o ingresso, mas não me arrependo. Chico continua impecável mesmo com mais de 60 anos. Faltaram clássicos como Roda Viva e Cálice, mas se fizeram presentes João e Maria e Tatuagem. E as múscias novas, que são tão boas quanto as do início da carreira.

É uma pena que não fique à vontade na frente de multidões (como ele próprio admitiu), pois sua música é divida. Digna de ouvir ajoelhado, agradecendo a chance de vê-lo ao vivo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Top 5 - Shows que eu vi (Postagem Temática) - n°4

4°) Paralamas do Sucesso e Titãs no Pepsi on Stage




Rock nacional, porque é bom valorizar o que é daqui.

Duas bandas que crescem imensamente ao vivo. Não pela quantidade de hits, que fazem o público cantar do início ao fim do show. Pela qualidade mesmo. Pela energia, que continuam emitindo mesmo depois de 25 anos de estrada. Pelo entrosamento que possuem, seja com os membros da própria banda, seja com a outra banda. Sim, porque duas bandas no mesmo palco não é uma coisa muito fácil de se administrar.

Ponto alto do show: participação especialíssima de Fito Paez em Go Back (o vídeo que eu queria postar era esse, mas a qualidade não deixou...).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Top 5 - Shows que eu vi (Postagem Temática) - nº5

Bom, apesar de ter feito um top7 há pouco (leia aqui), vamos ao top5.

Vou postar do quinto ao primeiro lugar, um por dia, pra aumentar o suspense (até parece!).



5°) Orquestra de Câmara da Ulbra (tocando The Beatles) no Salão de Atos da UFRGS.




Com Magical Classical Tour, que fazia parte do projeto Concertos Dana, a Orquestra de Câmara da Ulbra mostrou que consegue unir o erudito ao popular. Ok, Beatles não é exatamente popular, but... Foi simplesmente sensacional ouvir as canções dos garotos de Liverpool comandadas com perfeição pelo maestro Tiago Flores. Mais de 50 músicos emprestavam seu talento ao Fab Four, ou o contrário. O repertório evoluiu do início da história da música até hoje, passando pelo medieval, barroco e renascentista.


Destaque para Come Together, cujo arranjo é do meu talentosíssimo primo Iuri Corrêa (imparcialidade total na escolha). O Panta provou que tem voz pra cantar o que quiser.


Quem um dia tiver a oportunidade de assistir, não perca, por caro que possa parecer.
É um daqueles espetáculos que tu sai do teatro pensando "não sei como consegui viver até hoje sem isso."
Vicia, sério.
Vale a pena.

UPDATE: A Orquestra fará o show Clássicos do Rock, que eu tb já assisti e recomendo, no próximo sábado. Mais informações aqui.

sábado, 21 de novembro de 2009

Meu aniversário - Festas!!


Comemoradores x não comemoradores
Um amigo dividiu, mesmo que sem querer, a humanidade em duas classes: aquelas que comemoram seu aniversário e as que não comemoram.

Sempre fui do segundo time. Nunca achei que tinha o que festejar, nunca queria festa. Achava que não tinha amigos suficientes para isso, que seria um desastre. Tinha um medo profundo de que ninguém aparecesse e eu ficasse lá, sozinha, esperando em vão.

Mas esse ano resolvi que vou trocar de categoria. Sim, vou comemorar. E com duas festas. Tenho bastante coisa pra festejar, e uma só não daria conta. Todos os meus novos amigos, que se tornaram Best Friend Forever (como diz a Mari) com uma rapidez incrível. Todas as conquistas que vieram tão intensas. Todas as descobertas, sobretudo as autodescobertas. Todas as coisas que ainda estão por vir.

Sexta, dia 27 de novembro – festa colorida!


Sábado, dia 28 de novembro – cervejinha esperta (ou refrigerante, ou suco, ou água...) no Zelig!

Mais informações em breve, mas já aviso: estão todos convidados, inclusive namorados (as), maridos, mulheres, amigos, vizinhos, inclassificáveis, afins, etc.

Então, não me decepcionem e apareçam!
\o/

sábado, 14 de novembro de 2009

Hey, boy!

Faça por merecer o amor que você tinha e perdeu ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE por sua culpa.
Recomponha-se e mude para melhor.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eu quero!


Momento Consumo do dia: eu PRECISO dos cds remasterizados dos Beatles!
Ah, e um aviso: tá chegando o meu aniversário...
;)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pouco a pouco

Vou reconstruindo o meu muro (ou será meu mundo?). Com um tijolo doado por uma amiga aqui, um cimento misturado por alguém querido ali. Mas será mais parecido com o muro da Mauá, que serve para evitar maiores estragos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Das coisas que eu gosto

1) Pessoas divertidas. Que riem alto, mas sem escândalos. Que são por natureza felizes. Que são parceiras pra tudo, desde uma pipoca na Redenção até um show de rock imperdível.

2) Pipoca e chimarrão na Redenção. O sol amornando a pele. A tanga na grama, fazendo as vezes de leito. A bomba quente na boca. O sorriso aberto nos lábios.

3) Show de rock imperdível. Palavras gritadas como se fossem cantadas. Pulos de alegria por estar ouvindo esse som. O arrepio na espinha já nos primeiros acordes.

4) Pôr-do-sol no Guaíba. Me reconforta ver nossa estrela maior mergulhando naquelas águas calmas, como se se retirasse para descansar. Amanhã é um outro dia, é preciso preparar-se, é o que ele diz.

5) Festa estranha com gente esquisita. E com música alta. E com pista de dança lotada. E com bebida liberada.

6) Jogo de futebol. Do meu time. Vitória, de preferência. Ou empate ou derrota com garra. Os gritos da torcida. Os abraços de gol. A cumplicidade entre desconhecidos que vestem a mesma camisa.

7) Conversas soltas no dia-a-dia. Sem importância, sobre o tempo. Ou sobre um filme que está em cartaz. Sobre a vida.

Só pra constar: a ordem de preferência muda de acordo com o dia. A única que permanece é a 1.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Verdades que caem do céu - Postagem Temática (chuva)

As gotas viajam pelo meu rosto e se misturam às minhas lágrimas. Já não sei mais se estou molhada pela chuva ou pelo choro. Mas, sinceramente, não importa. Sei que preciso disso. Deixo a água escorrer e levar embora minhas impurezas.

Gosto quando o frio da garoa encontra o calor da minha pele. Me dá arrepios. Parecidos com os que eu tinha quando tu soprava meu pescoço. Lembra? Era uma sensação estranha, esquisita. Uma onda quente e gelada ao mesmo tempo, como se isso fosse possível. Ia descendo pelas minhas costas, se espalhando pelo meu corpo. Como a chuva de hoje.

Penso na gente sem me arrepender do que fiz. No fundo, os erros não foram meus. Não vou mais ficar me culpando pelos teus deslizes.

Eu choro de alívio e de alegria por ter recuperado a mim mesma.

Percebi que posso sonhar mesmo longe de ti.

Estou livre.
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* Esse texto faz parte da postagem temática, proposta pelo Rafael Gloria, autor do blog Contagens.
Para acompanhar os demais participantes desse projeto, acesse o Blog Sintonizados.

domingo, 1 de novembro de 2009

Um passeio pela música brasileira


Da Bossa Nova ao rock brasiliense. Do jazz verde e amarelo ao sertanejo. Do samba de raiz ao Tropicalismo. Nada que tenha acontecido na música brasileira escapa a Nelson Motta. O livro Noites Tropicais, solos, improvisos e memórias musicais (editora Objetiva, 2000, 463 páginas) é uma verdadeira aula de cultura brasileira. João Gilberto, TIM Maia e Raul Seixas transformam-se em alguns dos personagens das estórias do livro.

Com um estilo irreverente, quase coloquial, Nelson resgata seu passado e sua relação com a música brasileira nas linhas da obra. Como realmente viveu o que conta, ele pode revelar detalhes hilários dos bastidores. Seus pais eram amigos íntimos de Vinicius de Moraes. Foi em uma roda de violão, na beira da Praia de Ipanema, que ele conheceu Chico Buarque, que até então passava incógnito pelas ruas.

Dividida em capítulos intrigantes e recheada de fotografias, a narrativa apresenta fluência impressionante. Seu diferencial, no entanto, é a capacidade de atrelar os acontecimentos musicais à realidade histórica vivida naqueles dias dentro e fora do país. O relato começa em 1957, quando a Bossa Nova começava a chegar aos grandes centros urbanos, e termina em 1992, no impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Suas memórias confundem-se com a trajetória político-cultural do país. Seu envolvimento com as pessoas citadas dá um tom romântico ao texto, que mesmo assim não esconde a energia dos acontecimentos.

Noites Tropicais é divertido sem ser uma comédia; é político sem ser engajado. Nelson encontra a fórmula certa para expor suas vivências e seu conhecimento.

Sobre a minha incapacidade de dizer não

Para ouvir: Mulheres de Atenas - Chico Buarque

Odeio decepcionar as pessoas. Sempre foi assim, e temo que continuará sendo. É essa minha vontade de agradar, de ser aceita. Sim, às vezes, faço coisas que não quero, só porque não consigo dizer não.

No colégio, aceitava o convite daquela chata ou daquele menino grudento para fazermos a prova juntos. Tinha medo de que, se eu não aceitasse, ficaria sem dupla, e todos veriam que ninguém gostava de mim. Mas era pior, porque sempre acabava achando que eles queriam fazer comigo só por causa das minhas notas altas. Ia a lugares que não gostava, só pra não ficar sozinha. Ouvia músicas ruins só pra ter assunto com os outros. Reprimia a minha sincera opinião para não ser excluída. É o que, na Comunicação, chamamos de “Espiral do Silêncio”.

Muitas vezes (até hoje), não tenho certeza sobre o que as pessoas pensam realmente sobre mim. Me sinto como um tapa-buracos. “Ok, não tenho nada mais interessante pra fazer, então vou sair contigo.”

Não quero mais ser assim.
Quero ser importante na vida das pessoas.
Quero ser a primeira escolha.
Quero fazer a diferença.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Não quero estar apaixonada





Penso em ti todos os dias, encontro o teu rosto na multidão. Seu sorriso toma conta da minha mente, nossas brincadeiras inocentes me deixam feliz. Adoro os olhares trocados durante o horário de serviço, as idas ao bar só para nos encontrarmos. Pensa que eu não sei que você pega esse caminho só para passar por mim? Você poderia simplesmente levantar-se de sua mesa e seguir em frente, passando pela porta de madeira que separa a redação e o bar. Mas não. Você faz questão de contornar toda a sala, passando bem em frente ao meu computador. Ainda tenta disfarçar, com um falso ar de desinteresse. O jeito como você implica com a minha roupa, e como eu finjo ficar brava. Os apelidos que inventamos um para o outro, e que só nós conhecemos.



Mas eu não posso e não quero me apaixonar. Por ninguém, muito menos por ti. Quero ter o controle da minha vida, decidir o que fazer sozinha. Não quero mais entregar meus sentimentos a quem não merece, em troca apenas de um pouco de atenção. Não quero cometer os mesmos erros de seis anos atrás. Nós pertencemos a mundos diferentes, vivemos em épocas distintas. Mesmo gostando das mesmas coisas. Não daria certo, e eu sairia pior do que entrei.



Não vai acontecer.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Boas notícias

Pessoal, só pra avisar que o meu pai já está em casa!
Obrigada mesmo pelo apoio, fiquei mt feliz de ler as mensagens.
\o/

domingo, 18 de outubro de 2009

Deixe-me lembrar de ti assim

Não importa se amanhã nós não vamos nos falar nem sequer nos ver. Não importa que daqui há uma semana tu passes por mim na rua e não me reconheça. Não importa que no final da festa tu não lembre o meu nome.

Apenas sorria e finja que está tudo bem. Me abrace e diga que eu sou a garota dos seus sonhos. Porque, nesse momento (e só nesse momento), você é tudo pra mim.